18 de setembro de 2008

Viver

Lendo Quintana, encontrei um poema que expressa um pouco de como me sinto hoje!

Viver

Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros, pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar... Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar...
e voar,
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

16 de setembro de 2008

Parabéns pela coragem

CORAGEM, s. f.Firmeza; energia diante do perigo; audácia; ousadia. Co.ra.gem

Essa é a definição de coragem, segundo Silveira Bueno no mini dicionário da língua portuguesa (editora FTD).

Pra mim coragem é uma força que vem de dentro, é quase que como um vulcão, onde as lavras saem das entranhas dos nossos sentimentos mais íntimos. Coragem é deixar transbordar a vontade, o desejo adormecido. É encarar o que atormenta, olhar nos olhos do problema e lançar uma aposta.

Coragem é desafiar os outros e a si mesmo, é dizer sim e dizer não. Coragem é amar mais do que se amou antes. É corajoso quem se aceita, se critica e quem é orgulhoso. Tem coragem quem corre atrás do prejuízo, dos amigos, dos amores, dos sonhos.

Admiro quem tem coragem.

9 de setembro de 2008

8 de setembro de 2008

O essencial é invisível aos olhos


Passava no SBT quando eu era criança o desenho do Pequeno Príncipe, amava olhar. Ele vivia num planeta só dele, amava uma rosa, viajava levado pelos pássaros e cuidava dos seus vulcões mantendo-os sob controle.

Quando cursava a terceira série resolvi que queria ler o Pequeno Príncipe, tive que reservar na biblioteca da escola, muitas crianças queriam o mesmo livro. Lembro como se fosse ontem como me diverti, eu lia deitada na rede na varanda da casa da minha madrinha, pra onde eu ia todas as terças feiras.

Na época não me preocupei em decifrar as entrelinhas. Mas, nesse final de semana caiu a ficha! Nós amamos as pessoas com os problemas e defeitos que elas têm, igual o príncipe ama a rosa cheia de espinhos. A gente ama ver as estrelas, os cometas, sonha e faz planos e a gente se esforça pra manter sob controle nossas emoções, nossos vulcões, barramos aquilo que com freqüência devíamos deixar sair. Me caiu a ficha, porque o essencial é invisível aos olhos! Falam os sorrisos, o sol, a voz e os poros ainda que não se possa ver. Isso é o essencial.

Viva o gênio Saint Exupéry

3 de setembro de 2008

vento só

Hoje tô sem vontade de falar. Fiquei sozinha na praça sentindo o vento gelado e úmido na pele, a esperança era poder sentir algo diferente.
Tinha uma quadra, uma rua, uma praça, uma rua, uma quadra. Quando as coisas estão do jeito que eu não gosto, quando tenho vontade de fugir só consigo pensar nesse trajeto. Às vezes não sei se o caminho é só esse, duas quadras. Será a nossa distância 2 km? ou duas voltas ao mundo, quem sabe?
Convidei pra sentir um vento bom que soprava, mas fiquei ali sentindo sozinha. Queria ficar tão leve ao ponto do vento me soprar, de levar pra bem longe daqui, mesmo que só por hoje.
Talvez fosse melhor eu ficar aqui, e o vento levar pra longe tudo aquilo que está me perturbando. Percebi que hoje a solidão é a melhor companhia.