30 de outubro de 2008

Os Novos Baianos

Mistério do Planeta
Composição: Galvão - Moraes Moreira

Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.

E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.

Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.

O tríplice mistério do "stop", que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um.

No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro. De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas.

Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola.

20 de outubro de 2008

Depois de tudo, já era sábado. O homem do tempo insistia em errar a previsão. Desta vez estávamos nós três sentados naquela área sem ela, não me lembro de ter sentado ali sem ela.

Nós sempre nos acomodamos naquela áreazinha, nos dois degraus, mas desta vez éramos apenas nós. Não tinham as cadeiras de vime, nem o pote de doces e nem o chimarrão, nada específico pra ficar na volta.

Mas tudo bem, no céu também não tinha sol, abaixo da árvore da frente não havia mais flores, aquele céu carregado, aquele vento gelado. Nosso olhar pro nada, o som do creedence no violão e em nossos corações um vão.