31 de janeiro de 2009

Férias do Gabi

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Férias

Meu irmão está aqui em casa comigo. Veio ver como é Porto Alegre no verão. Tô querendo escrever aqui desde o dia que ele chegou mas me faltou oportunidade, aliás, só escrevo agora porque ele está ocupado na frente da TV. Já fizemos muitas coisas e com frequência minha energia não chega aos pés da fonte energética e inesgotável de um menino de 12 anos. Estou me esforçando para romper meus hábitos de sozinha, minhas implicâncias, tipo: dividir o controle remoto, já nem sabia mais como era isso.
Ontem ele recortou isso da caixinha onde esteve nosso almoço:Ficamos sempre acordados até tarde, conversamos na cama, no escuro, adoro conversar no escuro. Gosto de ver como ele é diferente e igual a mim. Me divirto ao vê-lo vendo o mundo.

27 de janeiro de 2009

cartão postal

Hoje recebi um cartão postal, antes de olhar o verso já sabia quem tinha enviado, meu amigo Benito. 
Recebo cartões do Benito religiosamente há uns cinco anos, sempre que um ano termina ou começa. Os cartões tem uma mensagem simples, afinal não cabe muita coisa, mas é um gesto de muito afeto,  amizade e dedicação, e olha que o meu amigo não está do outro lado do mundo querendo se exibir com uma paissagem cheia de neve ou coisa assim, ele está logo ali, em São Paulo, mandando seus votos de felicidade.
Admiro muito o Benito, que teve que largar seus afazeres, se afastar de um computador que pode mandar uma mesma mensagem pra muitas pessoas com apenas um clique. Benito teve que sair de casa, pensar em cada amigo e escolher os cartões, depois teve que vasculhar em suas anotações os enderços dos amigos, preencher todos com a sua própria letra e a mensagem e ao final ir até uma agência dos Correios e despachar. 
Receber um cartão postal ou uma carta é coisa que está em extinção, claro, porque cartas de bancos e contas a pagar não vale. Comparo meu amigo como um homem da alta costura, que faz vestidos para mulheres candidatas ao Oscar, estes vestidos são tão caros não é à toa, eles são feitos sob medida, sem cópia. Benito também é assim, um ser raro, único, um amigo sob medida.

26 de janeiro de 2009

Encantada

Sempre que descubro algo novo para os ouvidos ouço até enjoar. Estou encantada com a Fina Estampa.

25 de janeiro de 2009

lembranças


Estou na casa dos meus pais, revirando algumas gavetas da sala sem nenhuma pretenção, apenas a vontade de fuçar e lembrar o que havia de interessante ali. Descobri que minha mãe colecionou todos os meus boletins de desempenho durante todo meu primeiro grau e junto estava essa lembrança da minha pré-escola. Foi muito gostoso achar isso, assim como foi ler a avaliação descritiva da minha primeira professora sobre mim, ela escreveu o seguinte:

"Cristina é uma criança que deseja saber o porquê de tudo, obtém as respostas e explica o que aprendeu, justificando. 
Atingiu todos os objetivos propostos à classe de Jardim Nível B, e em todas as áreas demonstra bom desempenho.
Seus olhinhos vibrantes vão deixar muita saudade".
Édela


18 de janeiro de 2009

sacanagem

A vida pode pregar algumas peças. Às vezes a gente faz tudo, mas não basta a vontade.

16 de janeiro de 2009

Porto ALEGRA

No Rio, toda vez que me sentia aflita eu corria pro mar, tirava os sapatos e sentava na areia, e olhava aquela imensidão. Nessas horas eu me sentia um grão de areia, uma gota e os meus problemas iam ficando tão ridículos que dava vontade de rir.
Hoje aproveitei a orla do Gauíba, fui andando até o Gasômetro, me sentei embaixo de uma árvore e fiquei olhando a água por muito tempo. Tudo ficou ridículo!

14 de janeiro de 2009

Sonhos

Semana passada conversava com a Gabi no MSN e ela me perguntava sobre as novas (novidades). Tive que admitir que a minha vida domindo andava mais interessante do que a vida acordada. Naquele dia mesmo, cheguei a levantar da cama cansada. Havia sonhado que me matriculei numa academia (deve ser a consciência pesada) e joguei muito paddle, depois caí na piscina e nadei como se ativesse atravessando a Lagoa dos Patos, não bastasse, na mesma noite ainda saí pra dançar e beber. Não me lembro de ter sonhado com nenhum lugar e nenhuma pessoa que conheço. Tudo era novo, a academia, o paddle,  as pessoas, e os bares também não se pareciam nenhum pouco com os da Cidade Baixa. O comentário da Gabi:
- Não acordou 2kg mais magra?
Bom se fosse! Mas sonhar com o que não conheço foi ótimo. 
Essa semana comecei a sonhar em prestações. Um pouco na segunda e mais um pouco essa manhã. Digo em prestações porque era uma espécie de continuação. Sonho doido, era posse de uma espécie de Obama brasileiro, mas que na verdade se parecia com o Fogaça, um horror! São Paulo, ônibus, escola, um amigo que tinha um amigo que era como o Peter Parker, não na aparência, mas no poder de soltar teia de aranha por tudo. Na continuação tinha parque, UJS, família, bichos grilos desconhecidos, mais lugares novos e a sensação é de que ainda tenho mais por sonhar.
O fato é que nos sonhos tudo pode, coisas boas, absurdas e as ruins também. Em dezembro, sonhei três noites seguidas com uma pessoa que gosto muito e não vejo faz tempo. Dormindo consigo desafiar até as leis da física, como lembro de um antigo sonho que tive quando ainda morava no Rio. Naquela vez sonhei que fui à França num carro de papel. Também sei que existem os sonhos bobos, como me lembro de na infância sonhar com uma onda gigante que me perseguia, isso sonhei muitas vezes, mas mesmo assim sempre desejo me lembrar do que sonho, das pessoas, dos lugares e poder pensar que esse universo é livre e particular.

12 de janeiro de 2009

Achei bonito

Estou no final de um livro de contos Latino Americanos, a pouco o lí um conto de um autor da República Dominicana, René Del Risco Bermúdez, lá pelas tantas achei linda a seguinte passagem:
"E os anos vão caindo com todo seu peso sobre as lembranças, sobre a vida vivida, e o passado começa a se enterrar em algum lugar desconhecido, em uma região do coração e dos sonhos onde permanecerá, talvez intacto, mas coberto pela ferrugem dos dias, sepultado sob os livros lidos, a impressão de outros países, os apertos de mão, as tardes de futebol, as bebedeiras, os mal entendidos, o amor, as indigestões, os trabalhos (...)".
Agora que volto, Ton