26 de maio de 2008

Amor sem fronteiras

Abandonei o blog por quase seis meses. Eis o fim do jejum. Por outras tantas vezes pensei em escrever, cheguei até a ensaiar algumas palavras, mas nada que meu senso achasse realmente importante publicar.

Desde o início do ano até agora aconteceram uma porção de coisas, um ano novo maravilhoso, um carnaval fantástico, novos rumos profissionais. Saí de casa. To vivendo a experiência do ser sozinho. Hoje tenho falado menos de bolsas, roupas e sapatos e mais de preços de supermercado. Valorizo mais os preços baixos da feira do que os de uma liquidação em qualquer boutique.

Ainda é cedo pra dizer, mas acho que estou crescendo. Durante muito tempo eu persegui o verbo “realizar”, pra mim realizar é prazer, fantasia. Não sou nem capaz de descrever o que sinto quando realizo coisas. O ato de canalizar energias em torno de algo e esse “algo” dar certo me traz a sensação de plenitude, de que a vida vale a pena.

Eu só estou aqui escrevendo isso porque acabo de levantar do sofá motivada. Passou a pouco no canal 43 o filme Amor sem fronteiras, com Angelina Jolie e Clive Owen. Até acho que deve ser meio velho, bem, mas eu só vi agora e como estou meio inclinada a falar de amor resolvi falar disso. O filme me comoveu. Não tanto pelas missões de salvamento na Etiópia ou na Chechênia, que de fato são um punhal na nossa mesquinha vida diária, mas pelo quanto alguns poucos dias na vida da gente se arrastam e fazem sentimentos bons brotarem feito um vulcão. Tem algumas coisas que durariam anos para chegar a esse nível de erupção, porém isso não se explica. Quanto tempo a gente demora pra amar alguém? Quanto tempo se precisa para amar um filho? Um animal? Um homem? Uma mulher? O amor não tem velocímetro onde diz que é proibido amar a 80, ou a 100km. Ainda bem que não tem lei!

A Angelina está divina como quase sempre, mas diferente de todos os filmes em que se espera um final feliz da moçinha, nesse caso não foi possível. As frustrações acontecem e aquela lavra vulcânica tem seu ápice, e nesse caso, muito infelizmente, falo por mim, foi barrada por um elemento que luta para esfriá-la.

Não se sabe quanto tempo às cinzas desse vulcão irão pairar sobre os dias, nem sabemos até onde elas irão alcançar. Porém é certo que agora o vulcão passa por refluxo, buscando forças para uma nova erupção. O amor sempre vale a pena.

Espero aparecer mais aqui!

Um comentário:

Luciana! disse...

Bem vinda novamente!!!

Adorei o texto....ainda to esperando que o meu vulcão acorde do sono profundo....que ele está...

heeheh

bejo...aguardo mais textos...