21 de agosto de 2007
Ressaca Moral
saudade
" Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida ". Clarice Lispector
20 de agosto de 2007
mãos mágicas
Faz um tempo que vem circulando na rede uma apresentação de slides feita com fotos de uma impressionante habilidade de fazer arte com papel, porém não diz de onde vem tamanho talento. Felizmente navegando no blog da ilustradora espanhola Monica Calvo encontrei o site e o nome do responsável.Desenho pra gente grande
Um pequeno detalhe no filme “Deu a Louca na Chapeuzinho” me convenceu de vez de que esses desenhos animados dos últimos tempos são feitos pra adultos, ou melhor pra qualquer idade acima dos 5 anos.Bom, esse foi o detalhe, porque todo o resto está explícito. Uma história inteligente, com um humor inteligente, brinca com os esteriótipos da nossa imaginação ridícula sobre contos de fadas. Nesse caso a grande moral é: nem tudo que parece é! Achei esse filme semelhante a uma dinâmica de grupo (para adultos) chamada “João e Maria”. É a história de julgar o livro pela capa.
Do ponto de vista estético vou me ater em dois comentários. O primeiro é sobre as roupas da Chapeuzinho. Achei o máximo ela usar baby look, calça jeans boca de sino e uma mini saia por cima da calça. Também, seria ridículo apresentar em 2007 uma menina com cara de inocente (leia-se idiota), que é passada pra trás por um lobo mau. Pobrezinha! A outra coisa que quero registrar maneira com que os planos diferentes contavam a mesma cena de acordo com o personagem, simplesmente sensacional.
De fato, pra reparar tanto em desenho animado, só gente grande.
15 de agosto de 2007
Ei Fred!


Ontem de noite revirei uma gaveta que passa tempos sem ser visitada. Eis que encontrei meu livro de autógrafos, sim, o livrinho que comprei na Disney em 1997. Dentro dele só tem três assinaturas, eu não sou nada tiete, mas estava lá o autógrafo do Fred. Aí lembrei que eu também tinha uma foto dele. Gabi, pra ti!
13 de agosto de 2007
12 de agosto de 2007
Parafraseando: "são tantas emoções"!
Não nem sei bem por onde começar. A sensação de estar em cima do palco do Salão de Atos é indescritível. Dizer eu prometo, mesmo parecendo demasiado artificial, sim, porque é no exercício diário que se diz “eu prometo”, é transformador.
Os últimos cinco anos passam na minha cabeça como um filme. Puxa! Minha vida seria outra sem esses anos. Como eu cresci!
Traduzir em algumas poucas palavras os sentimentos meus e de meus colegas para uma platéia de pessoas queridas foi fantástico. Subir ao púlpito, lugar de nome feio, que lembra coisas fúnebres e que não vem ao caso, é muuuuuito bom. Eu não via nada lá de cima. Pensei que os refletores tivessem me ofuscando. Mas ao final da cerimônia tive a certeza que não. A professora Paula Cundari disse que meu olho brilhava de uma forma radiante, aí cheguei à conclusão que eram os meus olhos que ofuscavam os refletores. Na verdade também não eram meus olhos, era a alegria na sua mais pura forma que transbordava por eles. Era a janela que ela precisava para sair.
O discurso do reitor me emocionou tanto quanto o da formosa paraninfa Paula. As palavras proferidas por eles me davam a sensação de estar sendo tatuada. Tatuagem não dessas que vem nos chicletes e saem com um pouco de água ou álcool. Essas palavras pareceram ser semi-definitivas, gravadas com uma agulha fina, e que a manutenção no corpo depende de cada um.
Minha família estava ótima. Minha mãe deslumbrante, meu pai radiante e o meu irmão era a pessoa mais política da festa. Como é bom quando as pessoas se orgulham de ti. Ontem eu tinha essa magnífica sensação. Passei o dia sem sentir frio ou calor, sede ou fome, meu corpo foi tomado apenas por abstrações. Uma infinidade de pequenos e grandes prazeres reunidos de uma só vez.
As pessoas mais queridas e de boa fé apareceram pra se contaminar com aquilo que me saia pelos poros. Minha família, meu vô, lindo demais. Meus tios queridos, padrinho e minhas madrinhas, a turma da FUNAI, as piranhas, meus professores amados, meus AMIGOS com letra maiúscula. Pessoas sensíveis para entender a grandeza desse rito de passagem na vida de alguém.
Chegando em casa abri os presentes li todos os cartões e mensagens. E como isso me toca. Vou guardar as mensagens de carinho numa caixa e utilizar como pílulas diárias de auto-estima, de incentivo para realizações. Sem menosprezar nenhuma delas, preciso destacar aquela que recebi do Eliandro, veio distribuída entre as páginas o Almanaque Anos 80, e quase me arrancou lágrimas.
Só posso agradecer mais uma vez essas coisas boas, as pessoas que me amam. Esses momentos ficam marcados na vida de libriana como eu. Obrigada
ps: Quarta-feira recebo algumas fotos, vou postar o link com momentos aqui.
9 de agosto de 2007
santo remédio
6 de agosto de 2007
a bela carceragem dos Flinstones
Este final de semana foi de concentração. Sexta um peixe ao molho de leite de coco feito pela Gabi, muitas garrafas de vinho e a Lapa. Dançar até ficar extasiada de cansaço, uma canja antes de dormir.
Sábado chuvoso. Joguei os compromissos pro alto à medida se acabava a bateria do meu celular. Fui adotada pela família Flinstone. A Wilma, nesse caso a mãe da Gabi, dizia que eu estava em prisão domiciliar, não era possível nem chegar na porta, porque de fato não era o Dino que habitava a garagem, e sim a dupla feroz Samanta e Morgana. Nomes meigos mas fuças nem tão afeiçoadas.
Aprendi a escolher feijão. Tive a satisfação de vê-lo cozinhar na panela de pressão e assistir um lindo balé feito pelas gotículas de água que escorriam sobre a chapa quentíssima do fogão à lenha. A dança era linda, bem mais bonita do que o Lago dos Cisnes.
Pude reler depois de muito tempo o Lar Desfeito, do Veríssimo, num livro que a Gabi pediu emprestado pra alguém e nunca mais devolveu. Quanta alegria lembrar da frase que eu dizia na peça, na verdade não era eu, era Vera, a filha mais nova. Podre, tudo podre!
Ainda sobre os livros no quarto da piranha, tenho algo sério a declarar. A Gabi pensa seriamente em matar alguém ou “alguéns”. A quantidade de livros que ensinam a matar no quarto dessa guria é espantosa. Ainda bem que eu sou amiga dela e não me passa nunca pela cabeça perder essa condição.
Dei um susto na malvada da Samanta, meu grito a deixou com medo. Hahahahahah!
Fui escravizada descascando nozes para a torta de chocolate. Vi um filme que queria ver faz tempo, O ano em que meus pais saíram de férias. Não tive condições de encarar Nem que a vaca tussa, a cama era uma rival poderosa.
As cadelas simpáticas levaram eu e a Gabi pra passear pelo bairro no domingo. Sim, elas escolhem o caminho e a velocidade. Ganhei a confiança da Morgana.
O sol apareceu e lá fomos nós pra praça com chimarrão, bergamota e bananada. Também, um ilustre visitante como o sol merece. Falamos de negócios, de futuros incertos.
Almoço, torta de chocolate, uma carona e deixei o celular sem baterias na casa Flinstone. Isso sempre me acontece. Um bom motivo pra voltar pra prisão.
Obrigada Fred, Wilma, Pedrita e Bam-Bam.
1 de agosto de 2007
Sugestões
Colar
Anel
Brincos
Bolsa
Posters da Casa do Poster
CD’s (samba de raíz, samba rock, mpb)
DVD’s (entre eles: cinema revolucionários soviético, Chico Buarque, Smallville, musicais, chaplin, contos clássicos, anos rebeldes, Madona)
Livros* (meu gosto vai de poesias até receitas passando por moda, arquitetura e comunicação, lógico. Não me importo que sejam usados) *Eduardo Galeano, comédias da vida privada, Marta Medeiros, Davi Coimbra, Drummond, Neruda
Manual ou livro do Ilustrator CS2
Dicionário de sinônimos
Sandalhas, sapatos, sapatilhas, etc (nº39)
Chinelo de lã ou pantufa com sola de borracha (que não o passa frio)
Cosméticos, creminhos e etc são sempre bem vindos
Depilador roll on
Balança de banheiro
Webcam
Travesseiro de plumas de ganso (quero mto ter)
Aromatizador de ambiente com propriedades calmantes (é mta ansiedade...)
Bicicleta
Relógio
Pijama quentinho
Abajour, luminárias e móbiles
Um secador de cabelo que tem uma escova que gira e deixa o cabelo lindo.
Porta retrato
jogos como resta um, master, imagem ação, jogo da vida, war
Blusa, moleton, bata, boné
Mural de metal
Não levem muito a sério.