Tem dias que a gente só quer falar, desabafar, se queixar da vida. E tudo o que precisamos é de um bom par de ouvidos, um abraço e não de julgamentos, comparações, conselhos.
31 de maio de 2009
28 de maio de 2009
dia do desafio
26 de maio de 2009
difícil
Saí da água e fui para o vestiário, quando entrei peguei ela examinando seu próprio rosto no espelho. Nice ficou envergonhada ao me ver, olhou pra mim e contou que não via a hora das manchas causadas pelo incêndio que destruiu sua casa sumissem do seu semblante. Fiquei emocionada, imagina lembrar de um dia horrível todas as vezes que ela se vê no espelho?! Força.
25 de maio de 2009
minha bruxa
Poderia escrever várias coisas sobre ela, mas hoje vou falar sobre os livrinhos. Quando nos conhecemos rolou uma empatia logo de cara, e um tempo depois ela se mudou para mesma sala onde eu trabalho. Comecei a reparar em uma pilha de pequenos livros sobre a sua mesa. Volta e meia ela escolhia algum para consultar, girava entre as mãos e abria em uma página. Um dia me pegou olhando e lá pelas tantas me ofereceu dizendo que eles não falhavam.
Passou um tempo e certa vez achei que era o caso de experimentar, com uma dose de timidez e desconfiança resolvi fazer uma pergunta. A resposta tinha um grau de sofisticação, então notei que fui apresentada a um conselheiro discreto, sem lado, sem tendências, sem dedo em riste, reconfortante e certeiro.
Passou um tempo e certa vez achei que era o caso de experimentar, com uma dose de timidez e desconfiança resolvi fazer uma pergunta. A resposta tinha um grau de sofisticação, então notei que fui apresentada a um conselheiro discreto, sem lado, sem tendências, sem dedo em riste, reconfortante e certeiro.
24 de maio de 2009
23 de maio de 2009
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
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