28 de maio de 2008
26 de maio de 2008
Amor sem fronteiras
Abandonei o blog por quase seis meses. Eis o fim do jejum. Por outras tantas vezes pensei em escrever, cheguei até a ensaiar algumas palavras, mas nada que meu senso achasse realmente importante publicar. Desde o início do ano até agora aconteceram uma porção de coisas, um ano novo maravilhoso, um carnaval fantástico, novos rumos profissionais. Saí de casa. To vivendo a experiência do ser sozinho. Hoje tenho falado menos de bolsas, roupas e sapatos e mais de preços de supermercado. Valorizo mais os preços baixos da feira do que os de uma liquidação em qualquer boutique.
Ainda é cedo pra dizer, mas acho que estou crescendo. Durante muito tempo eu persegui o verbo “realizar”, pra mim realizar é prazer, fantasia. Não sou nem capaz de descrever o que sinto quando realizo coisas. O ato de canalizar energias em torno de algo e esse “algo” dar certo me traz a sensação de plenitude, de que a vida vale a pena.
Eu só estou aqui escrevendo isso porque acabo de levantar do sofá motivada. Passou a pouco no canal 43 o filme Amor sem fronteiras, com Angelina Jolie e Clive Owen. Até acho que deve ser meio velho, bem, mas eu só vi agora e como estou meio inclinada a falar de amor resolvi falar disso. O filme me comoveu. Não tanto pelas missões de salvamento na Etiópia ou na Chechênia, que de fato são um punhal na nossa mesquinha vida diária, mas pelo quanto alguns poucos dias na vida da gente se arrastam e fazem sentimentos bons brotarem feito um vulcão. Tem algumas coisas que durariam anos para chegar a esse nível de erupção, porém isso não se explica. Quanto tempo a gente demora pra amar alguém? Quanto tempo se precisa para amar um filho? Um animal? Um homem? Uma mulher? O amor não tem velocímetro onde diz que é proibido amar a 80, ou a 100km. Ainda bem que não tem lei!
A Angelina está divina como quase sempre, mas diferente de todos os filmes em que se espera um final feliz da moçinha, nesse caso não foi possível. As frustrações acontecem e aquela lavra vulcânica tem seu ápice, e nesse caso, muito infelizmente, falo por mim, foi barrada por um elemento que luta para esfriá-la.
Não se sabe quanto tempo às cinzas desse vulcão irão pairar sobre os dias, nem sabemos até onde elas irão alcançar. Porém é certo que agora o vulcão passa por refluxo, buscando forças para uma nova erupção. O amor sempre vale a pena.
Espero aparecer mais aqui!
23 de dezembro de 2007
22 de dezembro de 2007
Montevideo sabor dulce de leche
Pessoas lindas, homens e mulheres que carregam consigo térmica e cuia em baixo do braço como se fosse uma espécie de religião tomar mate, todos educados, baixíssimo índice de pobreza, até tem pobres, mas não miseráveis como costumamos ver aqui.
Tivemos a honra de participar de uma comemoração histórica para àquele povo, que depois de 20 anos conseguiu derrubar a lei de proteção ao ex ditador Gregoria Alvarez, que governou o país na primeira metade da década de 80 e violou os direitos humanos.
A capital uruguaia além de um calçadão rosado que costeia o rio, tem as calçadas das ruas tomadas por plátanos que formam arcos em cima das ruas. Comi o melhor sorvete (helado) da minha vida, as melhores panquecas de dulce de leche, aliás, a cidade me pareceu doce como um dulce de leche.
Quero muito voltar ao Uruguai, ver as vacas cor de caramelo, os homens bonitos, uma pena a gente não ter levado máquina fotográfica.
A vida é um sopro
No domingo dia 9, a Lúcia, presidente da UNE me telefou pedindo pra que eu pensasse em uma arte de um banner gigante (3x2,5 metros) para colcoar na fachada do terreno da UNE na praia Flamengo para homenager o gênio Oscar Niemeyer. Nossa, fiquei super feliz, é uma honra poder homenager um comunista centenário, cheguei a me emocionar ao ler a justificativa dele sobre a forma que pensou o novo projeto pro terreno (aí no banner tem um trecho). Bem, o produto final foi este aí, onde estão parte dos croquis além de fotos históricas.11 de dezembro de 2007
David, Davidzinho, escreva mais para os leitorinhos
Estou desapontada com o David, antes visitava o blog dele no mínimo 3 vezes e todas essa vezes encontrava um post novo. Não sei o que deu nele, talvez tagarelar no pretinho básico tome as energias que ele tem pra escrever, sei lá.
Já aviso que o David cria dependência aos "leitorinhos" dele, se não pretende dedicar alguns minutos do dia pra lê-lo nem vá conhecer. O cara esse, é a-pai-xo-nan-te, desses que passando do teu lado na Rua da Praia, no Praia de Belas, ou na praia de Tramandaí tu nem nota, mas na frente de um teclado...hummm... esse homem vira um deus, um Rodrigo Santoro, um Paulo Zulu, um Brad Pitt.
Pra quem ainda não foi ler as coisas que o David escreve, vá lá, mesmo em doses homeopáticas tem o cotidiano contado de forma brilhante.
13 de novembro de 2007
família ê, família ah, família

Bom, depois da breve introdução, quero dizer como foi difícil reunir esse povo, mesmo que ainda incompleto pela falta de mais alguns. Meus avôs paternos tiveram 10 filhos, dos quais somente um deles não teve filhos. Então já dá pra imaginar que é um povo, reunir todos segundo meu primo Carlos é “quando casa ou quando morre alguém” e completou dizendo “precisamos casar mais gente”.
Há uns anos atrás, antes do vô falecer a gente se reunia bem mais. Nesse domingo juntamos os primos presentes pra relembrar coisas boas, que eu sinto muita saudade e inevitavelmente não vão mais acontecer, só sobram os momentos de intensa nostalgia. Lembramos das brincadeiras nas colônias, dos passeios de carroça, da disputa que tínhamos pelo balanço preso na árvore, da represa que construímos em família no rio que passa do outro lado da rua. Demos muita risada.
Os primos e alguns filhos dos primos
Foi massa também ver o meu pai encontrando os irmão que ainda estão vivos, ouvir toda aquela gente falando alto, rindo, bebendo e no final fazendo aquelas promessas de que vão se encontrar mais e tal e coisa, o que eu duvido muito, mas também não vem ao caso, pois o momento foi massa, e valeu a pena.
1 de novembro de 2007
Meu amor!
Ontem de noite, antes de dormir senti vontade de declarar o meu amor por Porto Alegre, essa cidade que me atraí irresistivelmente feito um imã. Capitais são sempre lugares onde as pessoas chegam e partem o tempo todo, é um porto, nesse caso bem Alegre.
Eu não conheço toda a cidade, mas presunçosamente sempre acho que conheço o melhor. E o melhor é passar pela Praça XV, mesmo que ela seja pisoteada por milhares de pessoas e pombos todos os dias eu não me sinto inferior por ser apenas mais um par de pés que cruza ali.
Acho muito bonita os arcos do viaduto na subidinha da Borges de Medeiros, gosto da cor avermelhada das pedras da Praça da Alfândega, que nessa época do ano pouco aparecem, pois concorrem com centenas de bancas de livros. O Gasômetro é um capítulo à parte, é a cidade despida para um pôr-do-sol que se faz genioso todos os dias num espetáculo gratuito.
Eu me rendo à Redenção, ao verde e as pessoas que passam, que ficam, que chimarreiam religiosamente. À feira orgânica de todo santo sábado, ao brick, a quantidade absurda de cachorros, palhaços, pipoqueiros e crianças por metro quadrado. Pobre do Escaler decadente da minha adolescência.
Passeio pela minha e por outras histórias ao longo dos brechós da João Pessoa, e é aí onde a cidade se veste de fantasia, onde se pode mobiliar tudo.
Eu gosto de Porto Alegre e das coisas que vivi e já sinto saudades, como conhecer as entranhas da zona sul de bicicleta, de pegar o Coabh ou o Juca Batista e ficar conversando com a Titi por quarenta minutos, ou de pegar qualquer ônibus que vai pela Protásio e descer na casa do Márcio.
É bom lembrar os copos de cerveja e petisco saboreados ao longo da Lima e Silva, aquele desfile de forças políticas pelas calçadas daquela rua, as decisões de vida tomadas numa mesa de bar.
Porto Alegre me traz a liberdade que antes eu sentia que só o Rio de Janeiro podia oferecer, o Rio não foi rebaixado, mas Porto Alegre pra mim foi promovida. Eu amo! Me aguarde!

