17 de julho de 2008

Manuela 65



Bah, mais uma vez eu abandonei isso aqui. Droga! Juro que não era a intenção.
A intenção mesmo era colocar a campanha da Manuela na rua. Foi nisso que eu dediquei minhas horas do dia e da noite. Nos úlitmos 15 dias dormi pouquíssimo e trabalhei muitíssimo, casa de perna pro ar, adeus aulas de pilates...
O dia 06 foi um sucesso, tinha uma grande expectativa, mas a redenção mesmo foi uma semana depois ( 13/07) quando a Zero Hora e o Correio do Povo publicaram as primeiras pesquisas dessa eleição. A pesquisa foi uma espécie de feed back da energia aplicada, é um sopro novo nas velas do barco, e isso me deixa muito feliz.

Aí vai uma pequena amostra do que a gente tem feito. Tem uma equipe “arretada” aqui fazendo as coisas contecerem. Mais coisas no site www.manuela65.com.br

21 de junho de 2008

As fotos que fiquei devendo

Um parque é sempre melhor do que uma prisão
Um dos prédios do antigo Carandirú que ainda está de pé
Estação Carandirú - Vista para o Parque da Juventude
Esse é o Miro, que comentei no post anterior
Aula Magna com Renato Rabelo

13 de junho de 2008

Congresso Nacional da UJS - São Paulo

Estou em São Paulo, mais precisamente escrevendo de dentro de um telecentro do Parque da Juventude, local onde acontece o 14º Congresso da União da Juventude Socialista. Vale dizer que este parque foi construído onde funcionava o Carandirú, onde 111 jovens morreram assassinados. Alguns prédios foram dinamitados e dois continuam de pé, e eu dentro de um deles agora. Nossa, uma "vibe" muito estranha pensar que aqui dentro aconteceu uma chacina...
Bem, mas o que eu quero mesmo dizer é que o Congresso da UJS tá massa demais. Quase todos os estados da federação já chegaram aqui. Hoje pela manhã participei do grupo sobre a Democratização da Mídia, que teve como palestrante o genial Altamiro Borges. Ele levantou inúmeros pontos que merecem nossa atenção, um deles é o fato de usar espaços como esse blog para divulgar nossas idéias, para dar força aos meios contra hegemônicos. Ele reforçou muito o fato de valorizar a produção militante porque ela carrega consigo o sentimento popular de indignação. Adorei quando ele disse que temos que pegar pesado com os estudantes de jornalismo nas universidades pelo BR a fora, não é possível que as pessoas vendam a alma, que tenham como referência o jornalismo feito pela rede Globo. Resumindo: ele deu um pau! Bom demais.
Queria escrever mais, acabei de sair da aula magna com o Renato, mas meu tempo tá acabando aqui no telecentro. Fico devendo as fotos pro post seguinte.

10 de junho de 2008

Blog da Gi


Ontem à noite fui no Santíssimo prestigiar a minha amiga Gisele, que lançou seu blog com a proposta de ser um canal aberto para o debate da situação da juventude e da cidade de Porto Alegre. A semana começou bem, aproveitei pra matar a saudade da Gabi que tá "TCCsendo", da Fê e também do Mr. Djedá que há muito não via. Sucesso Gi!


O silêncio - Parte 2

Pensando cá com meus botões e pós período TPM, consegui definir melhor o que é o silêncio. Cheguei a conclusão que a sensação se aproxima do sentimento dos entes queridos dos desaparecidos. Pessoas que somem do mapa, desaparecem do nada.
Seja qual seja o tipo do crime, tipo os desaparecidos políticos, ou as pessoas que simplesmente sairam um dia de casa e nunca mais voltaram, deixaram em que os ama o silêncio. Sim, não há respostas para saber onde estão, ninguém fala nada. Não se encontra o corpo. É a dúvida entre a vida e a morte.

O silêncio é como o corpo que não se encontra, que não se tem notícias, que não é possível enterrar para poder seguir a vida em paz.

6 de junho de 2008

Tentantando romper o silêncio! (O Silêncio - Parte 1)

O silêncio é o pior de tudo. No silêncio a gente imagina qualquer coisa porque as coisas não são ditas. O silêncio deixa a dúvida, a prissão, um elo rídiculo com o passado. O silêncio é pior do que a briga, do que a raiva. O silêncio é foda!
Tô tentando romper esse maltito silêncio. Preciso de coragem para vencer a covardia.

5 de junho de 2008

Ensinar

Ontem à noite fui dar uma oficina de Corel Draw na Semana de Comunicação da Unisinos. Eu nunca tinha dado uma oficina de corel pra tanta gente, participaram 28 alunos, a lotação da sala.
No princípio fiquei um pouco nervosa, a turma era de pessoas na mesma faixa etária que eu, alguns até mais velhos, isso me deu um certo pânico.Comecei a aula falando da barra de ferramentas lateral, ah que barra! Ali tem várias coisas legais, desde os comandos básicos até efeitos de formas como o smille, o coração, canetas com pré definições de bolhas de sabão etc. Esse tipo de descoberta que as gurias geralmente gostam muito, e como eram a maioria eu ouvia os sussuros "ah, que massa", acho que foi isso que senti quando aprendi a usar o corel lá em 1999.
O mais bacana disso tudo é que era uma turma sem contato nenhum, ou quase nenhum, com o software, tudo que eu falava era realmente novo. Deixei com que eles fizessem alguns exercícios para não esquecer os comandos. Fui solicitada a ir solucionar algumas dúvidas no micro de alguns.
A parada mais legal da noite foi a sensação de atenção, que ontem se voltava pra mim. Estavam ali pessoas que realmente dejesam aprender. Alguns ficaram tirando dúvidas até o apagar das luzes pela monitoria da sala. Ouvi várias declarações legais, o pessoal falando "ah, agora entendi como se faz", depois da aula me senti ótima. Aliás, muito melhor do que o meu dia todo, que foi tomado por mal humor e tristeza pré TPM. Entrei no carro da Unisinos (sim, tinha um carro que me pegou em casa e depois me devolveu) e fiquei pensando que dar aula é uma coisa muito legal, deve ser por isso que os professores que ganham salários tão baixos ainda continam em sala de aula. Esse negócio dá barato!

4 de junho de 2008

novos sonho de consumo

Morar sozinha, ser dona de casa e do nariz trouxeram algumas mudanças. As vitrines das lojas do shopping estão menos atraentes, em compensação, as engenhocas domésticas estão sempre chamando atenção, tipo: carrinho de feira. Sempre achei uma coisa muito de "velho", já hoje, bah! Como eu seria mais feliz sendo a proprietária de um. Bisbilhotando um site dessas coisas que os gênios ou preguiçosos pensam pra deixar a vida mais prática, ou simplesmente mais bonita, encontrei uma torradeira linda. É possível deixar escritos no pão. Ela vem com uma caneta onde dá pra escrever um textinho que depois é impresso na torrada. Imagina poder escrever um bom dia no pão, uma frase de sorte, uma declaração de amor?! Fantástico!!!

28 de maio de 2008

Congresso da UJS

O Congresso deve bombar demais nesse final de semana. É isso que vem consumindo quase 100% da minha energia diária.

26 de maio de 2008

Amor sem fronteiras

Abandonei o blog por quase seis meses. Eis o fim do jejum. Por outras tantas vezes pensei em escrever, cheguei até a ensaiar algumas palavras, mas nada que meu senso achasse realmente importante publicar.

Desde o início do ano até agora aconteceram uma porção de coisas, um ano novo maravilhoso, um carnaval fantástico, novos rumos profissionais. Saí de casa. To vivendo a experiência do ser sozinho. Hoje tenho falado menos de bolsas, roupas e sapatos e mais de preços de supermercado. Valorizo mais os preços baixos da feira do que os de uma liquidação em qualquer boutique.

Ainda é cedo pra dizer, mas acho que estou crescendo. Durante muito tempo eu persegui o verbo “realizar”, pra mim realizar é prazer, fantasia. Não sou nem capaz de descrever o que sinto quando realizo coisas. O ato de canalizar energias em torno de algo e esse “algo” dar certo me traz a sensação de plenitude, de que a vida vale a pena.

Eu só estou aqui escrevendo isso porque acabo de levantar do sofá motivada. Passou a pouco no canal 43 o filme Amor sem fronteiras, com Angelina Jolie e Clive Owen. Até acho que deve ser meio velho, bem, mas eu só vi agora e como estou meio inclinada a falar de amor resolvi falar disso. O filme me comoveu. Não tanto pelas missões de salvamento na Etiópia ou na Chechênia, que de fato são um punhal na nossa mesquinha vida diária, mas pelo quanto alguns poucos dias na vida da gente se arrastam e fazem sentimentos bons brotarem feito um vulcão. Tem algumas coisas que durariam anos para chegar a esse nível de erupção, porém isso não se explica. Quanto tempo a gente demora pra amar alguém? Quanto tempo se precisa para amar um filho? Um animal? Um homem? Uma mulher? O amor não tem velocímetro onde diz que é proibido amar a 80, ou a 100km. Ainda bem que não tem lei!

A Angelina está divina como quase sempre, mas diferente de todos os filmes em que se espera um final feliz da moçinha, nesse caso não foi possível. As frustrações acontecem e aquela lavra vulcânica tem seu ápice, e nesse caso, muito infelizmente, falo por mim, foi barrada por um elemento que luta para esfriá-la.

Não se sabe quanto tempo às cinzas desse vulcão irão pairar sobre os dias, nem sabemos até onde elas irão alcançar. Porém é certo que agora o vulcão passa por refluxo, buscando forças para uma nova erupção. O amor sempre vale a pena.

Espero aparecer mais aqui!