10 de junho de 2008

O silêncio - Parte 2

Pensando cá com meus botões e pós período TPM, consegui definir melhor o que é o silêncio. Cheguei a conclusão que a sensação se aproxima do sentimento dos entes queridos dos desaparecidos. Pessoas que somem do mapa, desaparecem do nada.
Seja qual seja o tipo do crime, tipo os desaparecidos políticos, ou as pessoas que simplesmente sairam um dia de casa e nunca mais voltaram, deixaram em que os ama o silêncio. Sim, não há respostas para saber onde estão, ninguém fala nada. Não se encontra o corpo. É a dúvida entre a vida e a morte.

O silêncio é como o corpo que não se encontra, que não se tem notícias, que não é possível enterrar para poder seguir a vida em paz.

6 de junho de 2008

Tentantando romper o silêncio! (O Silêncio - Parte 1)

O silêncio é o pior de tudo. No silêncio a gente imagina qualquer coisa porque as coisas não são ditas. O silêncio deixa a dúvida, a prissão, um elo rídiculo com o passado. O silêncio é pior do que a briga, do que a raiva. O silêncio é foda!
Tô tentando romper esse maltito silêncio. Preciso de coragem para vencer a covardia.

5 de junho de 2008

Ensinar

Ontem à noite fui dar uma oficina de Corel Draw na Semana de Comunicação da Unisinos. Eu nunca tinha dado uma oficina de corel pra tanta gente, participaram 28 alunos, a lotação da sala.
No princípio fiquei um pouco nervosa, a turma era de pessoas na mesma faixa etária que eu, alguns até mais velhos, isso me deu um certo pânico.Comecei a aula falando da barra de ferramentas lateral, ah que barra! Ali tem várias coisas legais, desde os comandos básicos até efeitos de formas como o smille, o coração, canetas com pré definições de bolhas de sabão etc. Esse tipo de descoberta que as gurias geralmente gostam muito, e como eram a maioria eu ouvia os sussuros "ah, que massa", acho que foi isso que senti quando aprendi a usar o corel lá em 1999.
O mais bacana disso tudo é que era uma turma sem contato nenhum, ou quase nenhum, com o software, tudo que eu falava era realmente novo. Deixei com que eles fizessem alguns exercícios para não esquecer os comandos. Fui solicitada a ir solucionar algumas dúvidas no micro de alguns.
A parada mais legal da noite foi a sensação de atenção, que ontem se voltava pra mim. Estavam ali pessoas que realmente dejesam aprender. Alguns ficaram tirando dúvidas até o apagar das luzes pela monitoria da sala. Ouvi várias declarações legais, o pessoal falando "ah, agora entendi como se faz", depois da aula me senti ótima. Aliás, muito melhor do que o meu dia todo, que foi tomado por mal humor e tristeza pré TPM. Entrei no carro da Unisinos (sim, tinha um carro que me pegou em casa e depois me devolveu) e fiquei pensando que dar aula é uma coisa muito legal, deve ser por isso que os professores que ganham salários tão baixos ainda continam em sala de aula. Esse negócio dá barato!

4 de junho de 2008

novos sonho de consumo

Morar sozinha, ser dona de casa e do nariz trouxeram algumas mudanças. As vitrines das lojas do shopping estão menos atraentes, em compensação, as engenhocas domésticas estão sempre chamando atenção, tipo: carrinho de feira. Sempre achei uma coisa muito de "velho", já hoje, bah! Como eu seria mais feliz sendo a proprietária de um. Bisbilhotando um site dessas coisas que os gênios ou preguiçosos pensam pra deixar a vida mais prática, ou simplesmente mais bonita, encontrei uma torradeira linda. É possível deixar escritos no pão. Ela vem com uma caneta onde dá pra escrever um textinho que depois é impresso na torrada. Imagina poder escrever um bom dia no pão, uma frase de sorte, uma declaração de amor?! Fantástico!!!

28 de maio de 2008

Congresso da UJS

O Congresso deve bombar demais nesse final de semana. É isso que vem consumindo quase 100% da minha energia diária.

26 de maio de 2008

Amor sem fronteiras

Abandonei o blog por quase seis meses. Eis o fim do jejum. Por outras tantas vezes pensei em escrever, cheguei até a ensaiar algumas palavras, mas nada que meu senso achasse realmente importante publicar.

Desde o início do ano até agora aconteceram uma porção de coisas, um ano novo maravilhoso, um carnaval fantástico, novos rumos profissionais. Saí de casa. To vivendo a experiência do ser sozinho. Hoje tenho falado menos de bolsas, roupas e sapatos e mais de preços de supermercado. Valorizo mais os preços baixos da feira do que os de uma liquidação em qualquer boutique.

Ainda é cedo pra dizer, mas acho que estou crescendo. Durante muito tempo eu persegui o verbo “realizar”, pra mim realizar é prazer, fantasia. Não sou nem capaz de descrever o que sinto quando realizo coisas. O ato de canalizar energias em torno de algo e esse “algo” dar certo me traz a sensação de plenitude, de que a vida vale a pena.

Eu só estou aqui escrevendo isso porque acabo de levantar do sofá motivada. Passou a pouco no canal 43 o filme Amor sem fronteiras, com Angelina Jolie e Clive Owen. Até acho que deve ser meio velho, bem, mas eu só vi agora e como estou meio inclinada a falar de amor resolvi falar disso. O filme me comoveu. Não tanto pelas missões de salvamento na Etiópia ou na Chechênia, que de fato são um punhal na nossa mesquinha vida diária, mas pelo quanto alguns poucos dias na vida da gente se arrastam e fazem sentimentos bons brotarem feito um vulcão. Tem algumas coisas que durariam anos para chegar a esse nível de erupção, porém isso não se explica. Quanto tempo a gente demora pra amar alguém? Quanto tempo se precisa para amar um filho? Um animal? Um homem? Uma mulher? O amor não tem velocímetro onde diz que é proibido amar a 80, ou a 100km. Ainda bem que não tem lei!

A Angelina está divina como quase sempre, mas diferente de todos os filmes em que se espera um final feliz da moçinha, nesse caso não foi possível. As frustrações acontecem e aquela lavra vulcânica tem seu ápice, e nesse caso, muito infelizmente, falo por mim, foi barrada por um elemento que luta para esfriá-la.

Não se sabe quanto tempo às cinzas desse vulcão irão pairar sobre os dias, nem sabemos até onde elas irão alcançar. Porém é certo que agora o vulcão passa por refluxo, buscando forças para uma nova erupção. O amor sempre vale a pena.

Espero aparecer mais aqui!

23 de dezembro de 2007

22 de dezembro de 2007

Montevideo sabor dulce de leche

Dia 16 parti com a Titi e o Ramiro para Montevideo, no Uruguai. Fomos de carro, os dois tinham compromissos, participar da Cumbre de Los Pueblos. Já eu, era mera acompanhante. Apesar do tempo curto eu curti um pouquito da cidade maravilhosa que é aquela.
Pessoas lindas, homens e mulheres que carregam consigo térmica e cuia em baixo do braço como se fosse uma espécie de religião tomar mate, todos educados, baixíssimo índice de pobreza, até tem pobres, mas não miseráveis como costumamos ver aqui.
Tivemos a honra de participar de uma comemoração histórica para àquele povo, que depois de 20 anos conseguiu derrubar a lei de proteção ao ex ditador Gregoria Alvarez, que governou o país na primeira metade da década de 80 e violou os direitos humanos.
A capital uruguaia além de um calçadão rosado que costeia o rio, tem as calçadas das ruas tomadas por plátanos que formam arcos em cima das ruas. Comi o melhor sorvete (helado) da minha vida, as melhores panquecas de dulce de leche, aliás, a cidade me pareceu doce como um dulce de leche.
Quero muito voltar ao Uruguai, ver as vacas cor de caramelo, os homens bonitos, uma pena a gente não ter levado máquina fotográfica.

A vida é um sopro

No domingo dia 9, a Lúcia, presidente da UNE me telefou pedindo pra que eu pensasse em uma arte de um banner gigante (3x2,5 metros) para colcoar na fachada do terreno da UNE na praia Flamengo para homenager o gênio Oscar Niemeyer. Nossa, fiquei super feliz, é uma honra poder homenager um comunista centenário, cheguei a me emocionar ao ler a justificativa dele sobre a forma que pensou o novo projeto pro terreno (aí no banner tem um trecho). Bem, o produto final foi este aí, onde estão parte dos croquis além de fotos históricas.

11 de dezembro de 2007

David, Davidzinho, escreva mais para os leitorinhos

Por uns dias fico de mal com o mundo das letras, daí até esqueço desse cotidiano, ou deixo de escerver porque a coisas andam cotidianas demais. Mas quero culpar o David Coimbra por isso, por esse meu descaso com o blog.
Estou desapontada com o David, antes visitava o blog dele no mínimo 3 vezes e todas essa vezes encontrava um post novo. Não sei o que deu nele, talvez tagarelar no pretinho básico tome as energias que ele tem pra escrever, sei lá.
Já aviso que o David cria dependência aos "leitorinhos" dele, se não pretende dedicar alguns minutos do dia pra lê-lo nem vá conhecer. O cara esse, é a-pai-xo-nan-te, desses que passando do teu lado na Rua da Praia, no Praia de Belas, ou na praia de Tramandaí tu nem nota, mas na frente de um teclado...hummm... esse homem vira um deus, um Rodrigo Santoro, um Paulo Zulu, um Brad Pitt.
Pra quem ainda não foi ler as coisas que o David escreve, vá lá, mesmo em doses homeopáticas tem o cotidiano contado de forma brilhante.